Tarde de shows marca a abertura oficial da Semana do Hip Hop Bauru 2016

A programação continua na maior Semana do Hip Hop do país. O domingo foi marcado pelo empoderamento da mulher, ativismo e mais uma vez muito hip-hop.

Por Mariana de Moraes e Felipe de Sousa
Fotos: Guilherme Munhoz, Banca Moreira, Mari Soares, Cadu Oliveira

O segundo dia de atividades da Semana do Hip Hop Bauru foi um dos mais aguardados pelo público. A programação começou às 14h no Parque Vitória Régia, com Dj Ding no comando dos toca-discos com clássicos do rap nacional e internacional.

Diretamente de Belo Horizonte, Negra Lud e Neghaun, iniciaram as apresentações que foram marcadas principalmente pela mensagem de superação e resistência. Em entrevista, Neghaun conta que foi uma ótima experiência, “foi muito prazeroso, sair de Belo Horizonte e estar colando aqui em Bauru com vocês e sentir toda essa vibe, sentir que o hip hop permanece vivo e permanece.” Sobre o movimento Hip Hop, o mc minero fala que a sociedade já aceita e deve aceitar mais o movimento, ”O mais importante de tudo que nós, o nosso povo, tem que entender melhor o que a gente planta a varias décadas, a quase 5 décadas, nosso povo tem que entender mais, mas a sociedade está abraçando mais, a sociedade entende o que a gente falava a 20 anos atrás a época que eu comecei, eu acho que estamos no caminho e no progresso”.

Negra lud que também se apresentou afirma que foi uma linda experiência voltar a cantar em Bauru, “Eu acho muito bonito ver o hip hop acontecendendo e é um enorme prazer voltar, eu sinto que estou somando para o que acontece e com o real intuito que o evento tem. (…) O movimento está crescendo cada vez mais, eu acho que a gente ta se apresentando melhor e trazendo conteúdo para as pessoas entenderem o movimento, (…) as pessoas estão começando a receber melhor a proposta do Hip Hop. É interessante isso, as pessoas estão curiosas para saber qual é a desse movimento que está proliferando em todo país, eu diria em todo mundo, tá bonito demais e eu fico muito feliz com tudo isso”.

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As mulheres continuaram trazendo muito empoderamento e presença no evento. Odisseia das flores, o grupo paulistano formado por Jô, Chai e Letícia, chegou a Concha Acústica com rimas repletas de mensagem e força, levando as mulheres da platéia na mesma levada, e a se sentirem representadas.
Quem subiu logo em seguida, diretamente da Cidade Tiradentes, São Paulo, foi o grupo A’s Trinca. Com o trecho “Essa é pra aquele que se identifica, cidade tiradentes zona leste (a’s trinca), três minas no vocal e um Dj no vinil, representatividade das quebradas que emergiu..” da música “Se identifica”, elas mostraram que não estão no jogo pra brincar. Com Músicas sobre representatividade, e denuncia ao machismo, ainda mandaram a letra sobre sua recente presença na televisão, “o hip hop tem que estar em todo lugar!”

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Ao chegar da noite, a presença dos grupos de rap da cidade, Dilema e Origem Rap, empolgou e atraiu mais o público fã do rap do interior. O show contou com participação do Dentão Mc, também artista da cidade, e uma capela do som do grande Mestre Sabotage.

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O grupo RAP PLUS SIZE, formado por Sara Donato e Issa Paz, tomaram o palco e dominaram com rimas que desconstroem o padrão estético e denunciam o machismo, racismo, gordofobia, e buscam o empoderamento da mulher. As minas, que são amigas há tempos e se juntaram recentemente no palco, já estiveram presentes em outras edições da Semana do Hip Hop, mas como grupo esta foi a primeira vez, com músicas como “O pano rasga”, já conhecida do público, fez a galera presente cantar junto e animar ainda mais o role.

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Em uma passagem marcante, o grupo de rap Ordem Natural exibiu sua energia no palco, Os MC’s Gato Congelado e Luo cantaram suas músicas cheia de positivismo e empolgação.
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Próximo às 22h, a concha acústica do Parque Vitória Régia, se transformou ,na mais bela celebração cultural. O MC Rapadura com os sons do disco “Fita Embolada do Engenho” se apresentou e representou o norte e o nordeste do país, com influencia de Luiz Gonzaga, Dominguinhos e a mais pura literatura de cordel, o nordestino mostrou os seus sons mais conhecidos como ‘É doce mais não é mole”, “Moça Namoradeira”, “Norte Nordeste me Veste”, tornando a escadaria do parque um verdadeiro baile.

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A última atração da noite era umas das mais esperadas no cronograma da semana, Thaíde. O Mestre do Hip Hop chegou com seu clássico “Pra cima” numa versão Remix, na companhia do Mister Pumpa Killa e Mc Tifu. O artista com um repertório recheado de clássicos, mostrou todo o seu conhecimento e história no Hip Hop.

 

No decorrer do show, b-boys foram convidados trazendo à Semana do Hip Hop um sentimento da estação São Bento, onde o movimento surgiu e existe até hoje. Thaíde é considerando por sua história no cenário cultural e pelos seus discos considerados verdadeira obras de arte históricas, o MC encerrou o fim de semana de abertura da maior Semana do Hip Hop gratuita da América Latina.
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Mais informações sobre a semana do Hip Hop Bauru, acesse a página no Facebook, Semana do Hip Hop Bauru

Freestyle, Luiz Gonzaga e encerramento a capela no meio do povo marcam o show frenético de Rapadura

IMG_0387Artista leva público ao delírio em sua apresentação marcada por originalidade e carisma na V Semana do Hip Hop de Bauru

Por Lucas Zanetti
Fotos: Lucas Rodrigues e Felipe Moreno

A diversidade de apresentações na abertura da V Semana Municipal do Hip Hop de Bauru foi consagrada pela apresentação do músico cearense Rapadura Xique-Chico. O carisma e a presença de palco do artista, em conjunto com a extrema valorização das raízes negra e indígena do povo brasileiro, sem dúvida vão ficar guardados por muito tempo na cabeça de quem esteve presente no parque Vitória Régia no último domingo, 8 de novembro.

Na levada rítmica da sanfona nordestina, ao som do mestre Luiz Gonzaga, a apresentação de Rapadura contou também com freestyle, idioma indígena e não foi finalizada no palco! Terminou lá em baixo, na catarse do público que cantava junto com ele a capela. No palco e fora dele, o artista deu uma verdadeira aula de humildade, originalidade e de cultura brasileira.

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Rapadura com meninas do Abayomi

“O maracatu e a cultura é o que vem naturalmente e a gente se identifica só de olhar no olho, de dar um abraço”

Antes de sua performance, o artista havia se apresentado com Abayomi, grupo bauruense de maracatu, que rendeu comoção de algumas integrantes do grupo. ”Meu olho encheu d’água porque eu vi as minas ali tocando e elas estavam chorando. Foi uma coisa muito bonita. O maracatu e a cultura é o que vem naturalmente e a gente se identifica só de olhar no olho, de dar um abraço”, diz Rapadura sobre o momento. Depois, retornou aos palcos novamente em parceria com o Inquérito.

Há três dias sem dormir direito, Rapadura fez muito barulho no Vitória Régia, levando o público ao delírio ao lado de seu DJ oficial, Rodrigo RM, que tem 13 anos de carreira e acumula 18 prêmios. Em 2008 RM ficou entre os 10 melhores DJs do mundo quando ganhou o prêmio ”DCM BRASIL”. Sua apresentação na abertura da Semana levou o povo ao delírio e foi digna de sua grandeza.

A mistura do rap com o repente. Rapadura é um artista de vanguarda. Seu som mistura elementos do rap com o repente, o maracatu, o coco, o forró e o baião típicos da cultura nordestina. ”Estes dois movimentos estão concentrados dentro de mim, então eu só jogo para fora o que tem aqui dentro”, conta o artista.

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Para ele, os ritmos convergem em diversos aspectos, o que torna esta mistura bem natural. ”O discurso é o mesmo, é contra o preconceito, é contra o racismo é a favor de melhorias para o povo então tem tudo a ver o rap com o repente”, explica. Toda esta complexidade rendeu a ele o Prêmio Hutúz 2009 como melhor artista Norte/Nordeste.

Apesar das diferenças, o rapper vê muitas semelhanças entre a cultura nordestina e a do interior paulista. ”As pessoas do interior daqui são parecidas com o interior de lá no acolhimento, no sorriso, no abraço, no carinho. Hoje eu recebi muito calor humano. Eu vejo que o nordeste está aqui e aqui está no nordeste”, opina.

“A gente vive em um país que não tem como dizer que é branco. Nosso país é negro, é indígena. Só que a gente se vê pouco nas representações”

O povo brasileiro não é branco. Um dos principais elementos da apresentação de Rapadura foi a valorização do povo negro e indígena brasileiro, que estão marcadas em nossos traços físicos e culturais. ”A gente vive em um país que não tem como dizer que é branco. Nosso país é negro, é indígena. Só que a gente se vê pouco nas representações. Desde quando eu aprendi o que é Hip Hop eu aprendi que existe um compromisso social”, comenta.

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A transformação do Hip Hop. Rapadura acredita que o novo sempre é bem vindo, desde que contribua de maneira positiva para o movimento. Ele critica os artistas que se utilizam da cultura Hip Hop sem saber o seu real significado e importância. ”O movimento tá crescendo bastante, mas eu vejo um lado que tá crescendo sem o conhecimento do Hip Hop. A galera chega, mas não sabe como começou isso, da onde veio, quem foram os precursores. Quantas pessoas apanharam para você poder usar um boné na cabeça hoje, quantas pessoas apanharam para você poder subir no palco e poder ter liberdade de expressão”, critica.

Ele acredita que os antigos e os novos devem trabalhar em conjunto para o progresso positivo do movimento. ”Nós mais antigos também temos a responsabilidade de chegar na molecada e trocar uma ideia”, completa.

 

 

Thaíde volta à Bauru pela terceira vez consecutiva para a Semana do Hip Hop

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Importante pilar do rap nacional, o rapper agitou o público e se emocionou com o crescimento da cultura Hip Hop na cidade de Bauru

Por Gabriela Martinez
Fotos: Felipe Moreno e Lucas Rodrigues

O primeiro domingo de atividades da V Semana do Hip Hop, que aconteceu no Parque Vitória Régia neste domingo (8), foi fechado com chave de ouro com o show do rapper paulistano Thaíde. Com a casa lotada, o rapper vibrou com a energia da galera que o esperava ansiosamente.

Pela terceira vez consecutiva na Semana do Hip Hop, Thaíde disse à nossa equipe que o movimento Hip Hop em Bauru está cada vez mais forte, parabenizou a equipe e comentou a crescente potência do movimento Hip Hop na cidade: “Chegar em 2015 e encontrar essa multidão de pessoas aplaudindo, segurando a onda de pé e cantando todas as músicas, isso a gente não pode deixar esfriar, tem que esquentar cada vez mais.” O rapper, que está na estrada desde os anos 80 e é considerado um dos mais importantes e influentes nomes da velha guarda no cenário do rap atual, conta que a primeira vez que veio à Bauru foi na década de 90 e que sempre foi muito bem recebido: “Em Bauru a gente sempre foi recebido com a cultura Hip Hop local, não é uma coisa copiada, é uma coisa de Bauru mesmo e isso é muito importante.”

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Quando questionado sobre a luta do movimento Hip Hop contra o racismo, Thaíde ressaltou que o racismo sempre foi tema de outros estilos musicais, mas que de uma maneira tão direta e agressiva, somente o Hip Hop abordou. “A música rap, sem dúvida nenhuma, é uma grande arma contra o racismo no Brasil e em qualquer outra parte do mundo”.

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Thaíde e Ding

Thaíde ainda presenteou o DJ residente, DJ Ding com um exemplar de seu próprio disco a ser lançado na semana que vem, por ocasião do aniversário de ambas ser bastante próximo, Ding faz aniversário dia 4 e Thaíde comemora o nascimento no dia 5 de novembro. Ano passado Ding o presenteou com um DVD do primeiro show de Thaíde em Bauru, em 1992. Em retorno, Thaíde o presenteou com um vinil com remixes da música “Pra cima”, sucesso em 2007.

O primeiro domingo da Semana do Hip Hop encerrou-se com o show do grande Thaíde, mas recebeu também artistas consagrados do cenário atual, como o rapper cearense Rapadura Xique-Chico e o grupo Inquérito, além de artistas locais e uma linda apresentação de Maracatu.
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Num encontro precioso, Abayomi traz baque de peso de Pernambuco para Bauru

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Grupo Maracatu Abayomi se apresenta na Semana do Hip Hop com “batuque de peso pra defender a causa”

Por Lucas Mendes
Fotos: Felipe Amaral e Emanuella Quinalha

Convidados da vez para a abertura cultural da V Semana Municipal do Hip Hop, o grupo bauruense Maracatu Abayomi mostrou que tem tudo a ver com Hip Hop. Com um show de respeito, com batuques pesados e celebração da vida e da espiritualidade, o grupo ainda abriu o palco para o pernambucano ilustre Rapadura MC, que se apresentou logo depois deles.

Trazendo e resgatando essa manifestação da cultura nordestina, o maracatu “é uma manifestação de resistência”. É o que frisa Alberto Pereira, fundador e coordenador do grupo. “Já tem um tempo que ele foi criado em Pernambuco e tem essa relação de resistência – uma relação que é muito próxima do Hip Hop, a questão do negro, a questão da religiosidade africana, questões sociais estão sempre presentes sendo cantadas e contadas pelo Maracatu”, explica ele.

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Ainda recente, o Maracatu bauruense existe há pouco mais de um ano. É o primeiro grupo de Maracatu de Baque Virado na cidade, e foi fundado em agosto de 2014, a partir de uma oficina de construção de alfaias (instrumento de percussão).

Palavra de origem africana, “Abayomi” significa “Encontro Precioso”

De origem Iorubá, Abay quer dizer “encontro” e Omi “precioso”. Segundo descrição do grupo, o nome representa “nascido para trazer felicidade – trazendo um reencontro com nossas raízes ancestrais.

A presença do grupo na Semana foi encarada pelos seus integrantes como uma grande “honra”. “Quando a galera chamou, a gente não pensou duas vezes em abraçar a ideia”, lembra Alberto. “É uma honra ser convidado e a Semana do Hip Hop é fantástica porque tem peso nacional, e aí essa galera que está aqui hoje pra assistir todas as apresentações de Hip Hop, também poder vivenciar o Maracatu e compreender, mesmo que minimamente dentro de uma apresentação, e ter despertada a curiosidade acerca do que é o Maracatu e seus significados, pra gente é essencial”.

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Religiosidade e política. O Maracatu é uma manifestação pernambucana, que tem origem na religiosidade de matriz africana. “A gente estuda e toca a nação do Maracatu Porto Rico, que é uma nação lá de Recife e que nos traz todo o fundamento e aprendizado. Então pra nós é uma honra trazer isso pra nossa cidade”, explica Isabela Santilli, integrante do grupo desde seu início.

“O Maracatu, assim como o Hip Hop e diversas outras manifestações, têm origem nas culturas de matriz africana, afro-brasileiras, então eu acho que a gente pode somar sempre essas manifestações, valorizando as suas origens e o povo negro”, visualiza Isabela.

Levando em conta como expressão de uma cultura de resistência, o Maracatu é também um ato político, ao lutar contra as formas de opressão e preconceito que atingem a cultura negra.

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“O preconceito deseja manifestar uma ideia de que existe gente superior e inferior, e aí a gente vem com nosso baque pra afirmar justamente o contrário, somos todos iguais mas somos tratados de maneira diferente, e o que a gente deseja é que todos sejam diferentes mas tratados de maneira igual, ou seja, com justiça. E a justiça não se faz tratando todo mundo igual, mas dando o que um necessita e exigindo dele conforme sua possibilidade”, contextualiza o fundador do grupo.

Dificuldades. “As dificuldades básicas são econômicas”, alega Alberto.  “Pra gente se manter o grupo se cotiza, faz festas, atua, faz oficina e a gente aprende junto, é um processo. Além disso a gente precisa dos financiamentos públicos, temos também a necessidade de “beber na fonte” – o Maracatu não é uma manifestação paulista, é uma manifestação pernambucana, então viajar pro Recife, conhecer as nações do Recife, viver isso é importante, porque não é simplesmente um baque, é uma batucada que tem um fundamento. A batalha é constante e como qualquer manifestação cultural ela tem essa dificuldade”, completa.

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Interessados em participar podem chegar num dos encontros do grupo, todo domingo, na Casa da Capoeira e na Praça Mestre Bimba. Das 16h às 18h é feita uma oficina aberta, e logo depois acontece o ensaio do grupo. “Quem desejar ingressar no grupo vai primeiro entrar nessa turma de iniciante, quando aprende o manejo de baquetas, acompanhar o baque, escolher um instrumento que lhe seja mais agradável”, explica Alberto.

“E o processo de aprendizado é contínuo, a gente tá aprendendo junto sempre, então a questão da humildade, da coletividade, da importância do trabalho coletivo, esse também é um fundamento que é colocado tanto no Maracatu como no Hip Hop, como na capoeira, como em qualquer manifestação da cultura popular”, finaliza.

DSC_0175Emocionados, o grupo Abayomi viu Rapadura Xique-Chico subir ao palco durante sua apresentação e cantar, dançar e reverenciar o grupo bauruense. Um grande ícone da cultura popular nordestina e da intersecção entre Hip Hop, Rapadura consagrou a apresentação do grupo com repente e sonoridade cearense e pernambucana nesse encontro precioso. “Abayomi“.


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A V Semana do Hip Hop já está chegando!

Com oficinas e debates, a Semana Municipal do Hip Hop de Bauru chega à sua quinta edição com grandes shows e mostra audiovisual

2015 é o ano do Hip Hop e em Bauru, movimento se consagra como um dos maiores articuladores políticos, culturais e sociais da cidade. Entre os dias 6 e 15 de novembro, acontecerá mas uma edição da Semana Municipal do Hip Hop de Bauru.

Depois de mais de 20 anos de luta, em agosto inauguramos a Casa do Hip Hop de Bauru e para celebrar mais esta conquista, a V Semana Municipal traz shows de artistas regionais e de renome nacional como Rapadura MC, Inquérito, Thaíde e Emicida. No palco Interior tem voz, contaremos com a participação especial de Crônica Mendes e convidados. Em parceria com o SESC, haverá também o show inédito de Tásia Reis, na quarta-feira 11 de novembro, representando a força e o poder das mulheres na cultura Hip Hop.

Há dois anos, a Semana Municipal de Hip Hop de Bauru se tornou política pública por meio de mobilização social pela criação e aprovação da Lei 6258/2013. Dessa maneira, a Secretaria de Cultura se tornou uma parceira para a realização da III Semana Municipal do Hip Hop naquele ano e de lá para cá, a parceria e as atividades conjuntas só tem aumentado.

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Semana 2015 traz Inquérito, Thaíde, Crônica Mendes, Rapadura, Tássia Reis, DJ Erick Jay e Banks Back Spin

Formação, política e economia. Desde 2011, a Semana Municipal do Hip Hop de Bauru é organizada pelo Ponto de Cultura Acesso Hip Hop de maneira independente, horizontal e repleta de parcerias. Uma das atividades consagradas do festival é a realização do Combo 5 Elementos nas escolas municipais e estaduais da cidade durante a Semana do Hip Hop. O projeto leva conhecimento e mini-oficinas dos cinco elementos do Hip Hop (graffiti, breaking, DJ, Rap e conhecimento) para escolas municipais e estaduais, incluindo centros de reabilitação. O projeto  também conta com a participação da Frente Feminina de Hip Hop de Bauru que levanta questões de gênero para estudantes das escolas, chamando atenção para igualdade de gênero e para a violência doméstica como um problema social e coletivo.

Além disso, o festival também traz importantes debates sobre o movimento Hip Hop regional e sobre os movimentos negro e periférico. Em 2015, acontecerá a I Feira de Economia Solidária de Produtos do redeHip Hop  do Estado de São Paulo, durante os últimos dois dias da Semana. Ao longo do sábado, 14 de novembro, também acontecerá um debate sobre Economia Solidária com representantes da Rede Nacional das Casa da Cultura Hip Hop e Empreendimentos Solidários, professores universitários e pequenos empreendedores.

Neste ano, a Casa do Hip Hop de Bauru também tem uma novidade muito especial, ainda vinculada à economia solidária e à sustentabilidade do meio ambiente e dos modos de produção. No dia 07 de novembro acontecerá o lançamento da coleção oficial de roupas da instituição, na Estação ferroviária. Com estampas originais e desenvolvidas especialmente para o público bauruense, o desfile de moda “Favela Fashion Zic” privilegia os elementos da cultura e ícones de resistência.

Outro momento importante é a realização do II Fórum Municipal de Hip Hop de Bauru, que acontecerá no SESC, também no dia 7, para o levantamento de demandas, análises de conjuntura do movimento local e balanço de conquistas no último ano. Também serão exibidos documentários e filmes como Profissão MC, Dogtown e O Rap pelo Rap, nos bairros Mary Dota, Bauru 22 e na Casa do Hip Hop.

Programação. A Semana Municipal do Hip Hop de Bauru vai acontecer de 6 a 15 de novembro, com TODAS as atividades gratuitas na Estação Ferroviária, Casa do Hip Hop de Bauru, Sesc Bauru e parque Vitória Régia.

Dia 6/11 – Sexta-feira

Abertura da Exposição “Quem é quem?” do Coletivo Urbano de Arte- CURA de São Paulo.
Horário: 19h. 
Local: Estação Ferroviária de Bauru.

Cine Hip Hop
Filme: Os Reis de Dogtown (história do skate nos EUA)
Horário: 20h Local: Centro Unificado das Artes e do Esporte – Rua Maria José Silvério dos Santos com Avenida Lúcio Luciano, Bauru 22/ região do Jardim Redentor

Show Além da Rima e Banda.
Horário: 21h. 
Local: Estação Ferroviária de Bauru.

Dia 7/11 – Sábado

Encontro Estadual de Graffiti
Horário: 9h. Local: Viaduto Nuno de Assis

Cortejo Hip Hop
Horário: 10h. Local: Calçadão da Batista de Carvalho.

II Fórum Municipal de Hip Hop de Bauru
Horário: 14h. Local: Sesc Bauru (Av. Aureliano Cárdia 6-71)

Desfile de moda urbana “Favela Fashion Zic”. Lançamento da coleção de moda Casa da Cultura Hip Hop de Bauru. DJ Moonhbeats
Horário: 20h. Local: Estação Ferroviária de Bauru 

Dia 8/11 – Domingo

Abertura Cultural da Semana do Hip Hop 2015

Shows com Inquérito, Rapadura, Thaide, Issa Paz e Brisa Flow
Horário: 14h. Local: Parque Vitória Régia

Dia 9/11 – Segunda-feira
Combo dos 5 Elementos
Horário: 9h. Local: Escola Estadual Morais Pacheco. (R. Primeiro de Maio, 16-10. Parque Boa Vista)

Combo dos 5 Elementos
Horário: 14h. Local: Escola Estadual Morais Pacheco. (R. Primeiro de Maio, 16-10 – Parque Boa Vista)

Oficina de Fanzine
Horário: 14h
Local: Casa do Hip Hop Bauru

Mesa redonda com o tema “Redução da maioridade penal e genocídio da população preta, pobre e periférica”
Horário: 20h. Local: Centro Cultural de Bauru

Dia 10/11 РTer̤a-feira
Combo dos 5 Elementos
Horário: 9h. Local: Sorri Bauru. (Avenida Nações Unidas, 53-40 – Geisel)

Combo dos 5 Elementos
Horário: 14h. Local: Sorri Bauru. (Avenida Nações Unidas, 53-40 – Geisel)

Oficina de Fotografia
Horário: 19h. Local: Casa do Hip Hop Bauru

Oficina de Capoeira Angola
Horário: 19h30. Local: Casa do Hip Hop Bauru

Oficina de MC com JotaF e RapNobre
Horário: 19h30. Local: Casa do Hip Hop Bauru

Cine Hip Hop
Documentário O Rap pelo Rap
Horário: 20h. Local: Casa do Hip Hop

Dia 11/11 – Quarta-feira
Combo dos 5 Elementos
Horário: 9h. Local: Escola Estadual Ver. Antônio Ferreira de Menezes. R. Cap. Mario Rossi, 9-37

Oficina de Graffiti
Horário: 9h. Local: Casa do Hip Hop Bauru

Combo dos 5 Elementos
Horário: 14h. Local: Escola Municipal

Oficina de Dj com DJ Ding
Horário: 14h. Local: Casa do Hip Hop Bauru

Bate Papo: Produção Independente e mulheres no Hip Hop com Tássia Reis e Frente Feminina de Hip Hop de Bauru
Horário: 19h. Local: Sesc Bauru

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Horário: 21h. Local: Sesc Bauru

Dia 12/11- Quinta-feira
Combo dos 5 Elementos
Horário: 9h. Local: Escola Profª Ada Cariani Avalone.  Av. Dr. Marcos de Paula Rafael, 1. Mary Dota.

Combo dos 5 Elementos
Horário: 14h. Local: CIPS Bauru. R. Inconfidência, 2-28 – Centro

Oficina de DJ com DJ Scratch
Horário: 14h. Local: Casa do Hip Hop Bauru

Oficina de Stencil
Horário: 14h. Local: Casa do Hip Hop Bauru

Celebração do Dia Mundial do Hip Hop. Apresentação dos 4 elementos que compõe a Cultura Hip Hop, Rap, Breaking, Graffiti, Dj + Batalha de Mcs.
Horário: 20h. Local: Casa do Hip Hop de Bauru

Dia 13/11 – Sexta-feira
Combo dos 5 Elementos
Horário: 9h. Local: Escola Municipal Geraldo Arone.  R. João Prudente Sobrinho – Nucleo Hab. Fortunato Rocha Lima, Bauru – SP

Oficina de Graffiti
Horário: 9h. Local: Casa do Hip Hop de Bauru

Combo dos 5 Elementos
Horário: 14h. Local: 13/11- 14h30 – Legião Mirim Endereço: Av. Dr Nuno Assis, 13-50

Sarau do Viaduto especial Semana do Hip Hop com Banks Back Spin
Horário: 20h. Local: Avenida Nações Unidas, embaixo do viaduto da Duque de Caxias

Dia 14/11 – Sábado

Cortejo Hip Hop
Horário: 10h. Local: Calçadão da Batista de Carvalho

Batalha de Breaking
Horário: 13h. Local: Casa do Hip Hop Bauru

I Feira de Economia Solidária de produtos do Hip Hop do Estado de São Paulo.
Horário: 14h-22h. Local: Parque Vitória Régia

Palco Interior tem voz
Shows com Crônica Mendes, CURA, Preta Rara e outros.
Horário: 17h
Local: Anfiteatro Vitória Régia

Dia 15/11 – Domingo

I Feira de Economia Solidária de produtos do Hip Hop do Estado de São Paulo.
Horário: 14h-22h. Local: Parque Vitória Régia

Encerramento da Semana Municipal do Hip Hop 2015
Shows com Emicida + Grupos de Bauru.
Horário: 14h. Local: Parque Vitória Régia

Realização.  A V Semana Municipal do Hip Hop de Bauru é realizada em parceria entre Ponto de Cultura Acesso Hip Hop, Casa do Hip Hop de Bauru, Secretaria Municipal de Cultura, patrocínio Loja Ophicina e promoção da TV TEM.

Semana do Hip Hop 2015: Edital de apresentações artísticas

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Semana do Hip Hop 2015 abre inscrições para apresentações remuneradas

Além das atrações de renome nacional confirmadas para este ano, como Thaíde, Rapadura, Tássia Reis e DJ Erick Jay, a Semana do Hip Hop de Bauru também prestigia os artistas locais para mostrar, mais uma vez, que o interior tem voz!

Assim como aconteceu em 2014, neste ano também haverá chamamento público, por meio de edital da Secretaria Municipal de Cultura para que artistas de Bauru, São Paulo e qualquer região do país possam fazer apresentações artísticas remuneradas durante o festival.

Para isso, os interessados devem se inscrever por meio de edital e apresentar os documentos na Secretaria de Cultura entre os dias 8 e 22 de outubro, das 8h às 12h e das 14h às 17h ou pelo site www.bauru.sp.gov.br.

Candidaturas. Poderão se apresentar grupos que apresentem propostas relacionadas ao rap, graffiti, breaking e DJ.  Com a apresentação de todos os documentos e a aprovação do edital por meio de conselho formado por 3 membros da sociedade civil, indicados pelo movimento Hip Hop da cidade, e 1 membro indicado pela Secretaria Municipal de Cultura. Em 2015, serão contemplados até 08 (oito) grupos de Rap; até 02 (dois) DJ’s; até 02 (dois) Grupos (Crews) de Breaking e até 07 (sete) Grafiteiros.

Cada grupo ou participante proponente deve apresentar documentações específicas para seu elemento, além de documentos gerais como RG, CPF e currículo. Por isso, fique atento às exigências do edital.

Semana do Hip Hop de Bauru. A Semana do Hip Hop de Bauru acontece desde 2011, de maneira independente, organizado por membros da sociedade civil bauruense. No entanto, desde 2013, o evento foi instituído como política pública cultural da cidade, por meio da Lei 6.358/2013, e portanto, o município destina verbas locais para a realização do evento.

O festival tem por objetivos promover o movimento Hip Hop por meio da cultura, da formação de público e por meio de debates sobre cultura periférica, cultura negra, feminismo e segurança pública, além de promover shows e oficinas na cidade.

Edital. Para ler e participar do edital, acesse o link e esteja atento a todos os pontos especificados pelo documento!

Links: Chamamento Público; Edital.